Cade meu tempo?

Publicado: maio 19, 2003 em Olhar para dentro

Tempo, tempo, tempo, mano velho…Bem, dizem por aí que existe tempo pra tudo. Tempo de aprender, tempo de chorar, tempo de amar, tempo de sofrer. Eu acho que agora o meu tempo é de estudar, estudar bastante, e, devo confessar, não é das coisas que mais me atraem.

No entanto, pela primeira vez da minha vida, me falta tempo. Tempo pras coisas mais básicas, tempo pra dar os telefonemas que quero, tempo pra ler aquele livro que gosto tanto, tempo pra tocar violão, e até mesmo, por mais estranho que possa parecer, tempo pra pensar.
Isso faz com que eu admire ainda mais o meu tempo livre, e tenha vontade de fazer tudo o que não me é permitido durante a semana. Isso faz com que eu necessite de uma certa ” densidade ” que nunca estive acostumado, e portanto não crei condições pra que fosse possível. Isso me dá a consciência de o quanto o tempo é algo relativo a nós, e não sei se voltarei a fazer as mesmas coisas de antes, depois de todo esse processo.

Mas bem, eu só quero deixar aqui expressa a minha opinião de que, para se valorizar o tempo que tem, é mais do que necessário dispo-lo em algum projeto que faça com que você tenha que abdicar a outras coisas, que se tornam praticamente inconciliáveis.
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Contexto!

Tive uma aula que me fez refletir um pouco sobre quem faz o uso correto da linguagem.

A linguagem, como qualquer outra forma de expressão criada pelo homem, existe para facilitar a comunicação entre os seres humanos.
Sendo assim, nós devemos, sempre que possível, nos adaptar ao ambiente que estamos, e falar de uma forma que torne fácil a compreensão alheia.
Acredito que, por mais que haja sofisticação no texto, isso não significa achar substantivos absurdos, pronomes de tratamento surrealistas, verbos em mesóclices obscenas, nem nada do tipo. Acho que a pessoa que se expressa bem sabe encontrar as palavras num contexto certo. E isso vale pra um psicólogo, que quer criar um laço que permita o contato com o paciente, para o advogado, que tem que traduzir o insano vocabulário jurídico a seu cliente, para um amigo falando com outro, para um amante em seu caloroso ato, para uma palavra amiga a um menor abandonado.
Então, fica aqui a minha admiração a essas pessoas que, mais do que falar de maneira limpa e conhecer milhões de recursos dos mais improváveis, fazem com que suas palavras cheguem até as outras de maneira didática, compartilhando pensamentos, e eliminando as linhas de exclusão que essa gramática conservadora gera entre todos…

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