Mudanças construtivas (eu prefiro ser essa metamorfose ambulante)

Publicado: outubro 16, 2003 em Olhar para dentro, Reflexões

Pensei bastante a respeito do último post, e devo admitir que eu deixei de considerar alguns aspectos muito importantes a respeito da maternidade.Claro que é muito nobre, como eu disse, você adotar uma criança. Ainda mais nas condições da nossa sociedade, onde sabemos as reais condições dos orfanatos e a total falta de perspectivas que uma criança sem pais acaba por ter.

No entanto, foi extremamente injusto da minha parte aconselhar uma mulher a não ter filhos. Eu acabei por concordar com o comentário da Colombina, idéia que foi reforçada ontem por uma amiga, quando voltávamos do boliche ( aniversário de um amigo ). Ela ficou me falando, durante os 30 minutos de caminhada, sobre todas as fases de sua gravidez, sobre o quão entusiasmante é lembrar de quando saíamos e ela estava grávida, sendo que agora voltamos pelo mesmo caminho com ela tendo o filho em seus braços. Também me falou sobre todas as fases de desenvolvimento dele, todo o carinho dispensado nos primeiros dias e esse tipo de coisa. E enquanto falava, eu pude perceber aquele tom de voz, aquele olhar, que só os mais apaixonados conseguem reproduzir.
A gravidez e todos esses processos parecem ser fundamentais para todo o processo de maturidade dos pais.

Então, resigno-me a mudar de opinião, e fazer a seguinte consideração: tenham um filho e adotem outro ^^ 🙂
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Tantas coisas perdem o sentido de ser através do tempo. Não é raro começarmos uma coisa pensando em determinado objetivo, e com o tempo, tornar determinades atitudes tão parte do cotidiano que até nos esquecemos de que aquilo só está sendo aceito por nós pensando num objetivo “maior”. E isso pode acarretar em diversos conflitos, que invariavelmente acabam por nos deixar desestimulados, cansados, inertes numa rotina que, definitivamente, não nos agrada. E como nos esquecemos dos objetivos, isso também faz com que estejamos distantes, o que por sua vez torna pouco interessante quase todas as coisas ao nosso redor.
É um ciclo vicioso, e pra rompê-lo precisamos repensar determinadas atitudes e posturas, e estar mais sensíveis as coisas boas que nossos caminhos possam oferecer, por mais difícil e distante que as vezes eles possam parecer…

Bem, é o que eu queria dizer a vocês ( e a mim ) por hoje.
Força Sempre, Mari, Jac, e todos nós que passamos por momentos não tão fáceis. 🙂

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