Enquanto houver sol

Publicado: dezembro 29, 2003 em Música, escrever, sentir..., Olhar para dentro

Titãs – Enquanto Houver SolQuando não houver saída
Quando não houver mais solução
Ainda há de haver saída
Nenhuma idéia vale uma vida

Quando não houver esperança
Quando não restar nem ilusão
Ainda há de haver esperança
Em cada um de nós há algo de uma criança

Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Ainda haverá… enquanto houver sol

Quando não houver caminho
Mesmo sem amor, sem direção
A sós ninguém está sozinho
É caminhando que se faz o caminho

Quando não houver desejo
Quando não restar nem mesmo dor
Ainda há de haver desejo
Em cada um de nós aonde Deus colocou

Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Ainda haverá… enquanto houver sol

Vamos nos manter em pé, mesmo que não haja motivos para estar em pé agora ( sabemos que um dia haverá ).
Vamos caminhar até o topo da montanha só para poder nos localizar melhor ( no fundo do poço não vemos nada ).
Vamos ser otimistas sem que para isso precisemos ser ingênuos ( devemos odiar a alienação ).

Sozinho, pouco ou nenhum motivo pra viver me resta, porque não vejo a minha possível morte como algo negativo em si. Não que não tenha amor pela vida, muito pelo contrário, amo-a realmente muito. Mas vejo que a morte é tão e somente um sono eterno, onde minha consciência se esvai completamente. A dor que fica não é a de quem morre.

Com outras pessoas, a ligação com o mundo fica muito mais forte. Parece que a morte só levaria uma parte de mim, e que o resto ficaria aqui. E eu não queria ser parte, eu não queria ser lembranças. Eu quero ser presença e atitude. Eu quero SER de maneira ativa e consciente, eu quero fazer diferença, eu quero sentimentos intensos.

Não importa quanto tempo passe. Sempre que eu ouvir aquela música eu vou lembrar daquela pessoa.
Incrível como cheiros, gestos, sotaques, palavras podem nos remeter a pessoas e momentos. E quando a gente se apega a alguma pessoa tudo é desculpa para lembrar dela. Só que isso vai diminuindo ( normalmente ) com o tempo, até se tornar numa lembrança quase inefetiva, que não represente necessariamente posteriores pensamentos a respeito.

Mas hoje, eu senti falta daquele sentimento. Daquele coração, talvez.
Custou tão caro a minha tranquilidade. Custou tão caro a minha paz, custou tão caro assim esquecer aquela pessoa? Tão caro a ponto de mesmo depois de anos alguns caminhos ainda estejam completamente fechados dentro de mim?

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