Arquivo de agosto, 2004

Meu amor segue uma linha de princípios gerais que nunca posso esquecer. Em tudo o que faço procuro sentido, e é comum eu pensar em que sentimento vale ou não a pena, e procurar caminhos e jardins que possam cultivar aqueles que eu julgo serem os ideais.Por isso, eu queria falar um pouco sobre algumas coisas que creio a respeito do amor.

O amor que não serve pra libertar não vale a pena!

Se o amor não te deixa mais feliz, se ele não te incentiva a viver mais intensamente, se ele não faz você enxergar o mundo com outros olhos, não torna as cores mais vivas, ele não vale a pena.

Se o amor não te deixa mais forte, se ele não faz você ser menos inseguro, se ele não faz você sentir desejo de compartilhar o mundo com outras pessoas, não faz você gostar mais dos seus amigos, ele não vale a pena.

Se o amor não te deixa mais completo, se ele não faz você ter menos medo do destino, se ele não faz você querer melhorar o mundo em que vive, não faz você ser mais gentil com quem cruza seu caminho, ele não vale a pena.

Se o amor não te liberta dos seus preconceitos, da sua estagnação, ele não vale a pena. O amor tem que libertar de toda a alienação, ser um príncipio de intenções que pode guiar todas as suas atitudes.

É isso, que eu acho fundamental. O amor tem que servir para que possamos viver imersos em atitudes de amor. Ele pode ou não se materializar a uma pessoa, mas nunca, em hipótese alguma, deve guiar suas atitudes de amor única e exclusivamente a ela.