Fragmentos

Publicado: outubro 24, 2007 em Música, escrever, sentir..., Reflexões

Às vezes perde o sentido                            Às vezes to tão sozinho
Às vezes faz tanto frio                                 Às vezes perde o sentido
Às vezes to tão sozinho                              Às vezes faz tanto frio            
Às vezes nem quero mais                            Às vezes nem quero mais

Vez ou outra preciso parar tudo
Às vezes me arrependo – mas às vezes não volto atrás
Algumas vezes acertar é assumir que errei – e viver em paz.

Eu sempre me encontrava lutando pelo que não era possível
E isso me faz falta – me provaria de que sou capaz…
De saber o que quero – de ser ser quem sou – de fazer o que é certo, não o que é mais fácil.

Mais se batalha                Se caminha por causa               É plausível
pelo resultado ou             do destino final? ou                  te machucar pelo
por um ideal?                    pelo próprio caminho?              seu próprio bem?

Eu não to aqui à toa não. Eu to na procura e na construção. Eu to aqui pra viver, e não é viver de qualquer jeito! Eu to aqui pra viver da forma mais intensa, plena e livre que eu for capaz.

E não são só palavras! Nunca me satisfazem quando apenas palavras. Amo as palavras, mas não fazem sentido senão enquanto imagem de alguma coisa. E são essas imagens que busco – é isso que me toca e são elas que ficarão marcadas em mim.

Eu não sei exatamente quem eu sou, mas acho que sei o que gostaria de ser. Desejar é mais fácil do que construir, mas eu tento.

E quantas vezes a gente não fica dependendo de circunstâncias alheias a nossa vontade sem perceber que nossa espera só dificulta nossas buscas?

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comentários
  1. Sydão disse:

    É, meu velho, Parece que quando nos dispomos a encampar nossas lutas pode parecer muitas vezes que é utópico demais. E o pior não é simplesmente quando receamos, mas quando as pressões recaem sobre nós vindos do externo.

    Através das contradições, e através das palavras, e outras coisas que a princípio talvez não reconheçamos, é que somos [e devemos ser] capazes não simplesmente de ver que algo precisa ser feito, mas que devemos dar o estalo da atividade. Dircusos demais não ajudam em nada. É necessário um discurso e um conhecimento que respalde e seja respaldado pela práxis. Sempre.

    Lutero possivelmente não concorda com aquela frase. Por que ali a expressão mais clara era a do conformismo. E pior, do conformismo com a cruel realidade. E definitivamente, não era um bom espírito que vinha deles. Por isso não devemos requerê-la. Devemos sim entender que há um contexto que nos aprisiona, que incide sobre nós. E através desta dialética necessária nos libertarmos desta incisão. É a necessidade que vejo para mim e para todos.

    Abraço

  2. Cátia disse:

    Me reconheci no teu texto.
    Na busca constante de perceber e entender que não estamos aqui a toa.
    Simplesmente maravilhoso.
    merece um link!

    Um abraço

  3. Verônica disse:

    E quantas vezes não precisamos de força para enfrentar os preconceitos, provenientes de pessoas que nos rodeiam, em busca de nossos objetivos?

    Gostei do texto. Ás vezes, preciso ler coisas assim.

    Beijos.

  4. Melina disse:

    Eu sei muito bem quem eu quero ser o que eu quero ter.
    O difícil é saber se eu vou conseguir ser tudo isso que quero, ter tudo o que eu quero e ter quem eu quero também.
    É difícil…
    Nem sempre depende só de nós.

    :*

  5. Catia disse:

    Eu queria saber o que vc pensa da lua…
    Vai lá e me conta?

  6. Colombina disse:

    Como você se vê daqui a 5 anos? Ai ai, pergunta maldita! Não sei nem se estarei viva no próximo ano, querem que me projete para daqui a 5. NO FUNDO, NÃO VEJO NADA! O que quero ser no futuro? Viva. Talvez agora esteja morta… ou ainda não nasci. O que quero ter? Vida, independência bem que seria bom… O caminho leva mais tempo, acho ele mais importante que o destino.

  7. Mariana disse:

    O que mais pega, sempre é esse querer que não acaba!
    Como nós queremos tanto, ainda é dúvida!

    Abraço!

  8. Marcelo disse:

    bolas ae

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