Se tudo vale a pena, quando a alma não é pequena? Depende.

Publicado: dezembro 4, 2008 em Olhar para dentro, Reflexões

     Durante os últimos meses, abdiquei de muitas coisas que me são extremamente importantes. Fiquei mais cansado do que jamais estive em toda minha vida. Estive muito angustiado em relação às minhas escolhas pessoais: vivi os sentimentos mais ambíguos, realização e frustração andaram lado a lado.

     Eu chutei o balde quando achei que devia, e não me arrependo (eu já sabia que o arrependimento serve para muita pouca coisa, e que a consciência e a maturidade fazem um trabalho muito melhor). Mas eu descobri que é muito, mas muito difícil viver alguns sonhos (embora não possa desistir deles).

     Descobri que eu posso menos do que imaginava em muitos aspectos. Que se eu deixar para resolver meus problemas nas últimas chances, não vou conseguir resolver boa parte deles. Que eu preciso tomar cuidado para andar na linha, para cuidar das coisas que são realmente importantes. Que eu me envolvo muito, e que tenho que aprender a trabalhar melhor as prioridades.

     Percebi, fundamentalmente, que a maior parte dos meus objetivos depende de disciplina e organização. Estes são os meus maiores desafios a partir de agora.

     A questão, cuja resposta é o título do presente post, se coloca da seguinte forma: boa parte do aprendizado, dos desafios e das convivências, por si só, não fazem tanto sentido ou não valem tudo aquilo que eu me distanciei para poder atravessar esse ano. Tudo isso terá valido a pena se servir para me aproximar daquilo que eu acredito. Tudo isso terá sido alienante se me afastar de minhas verdades, se me consumir demais.

Porque não me frustra o cansaço, a angústia, a dor e a abstenção, desde que elas estejam num contexto de busca por algo maior (e não me basta “sentir que sei que sou um tanto bem maior” – ser, nesta perspectiva, é viver).

Os passos foram dados, e me sinto cada vez mais perto do grande salto.

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comentários
  1. Rose disse:

    O importante, no processo da vida, são as apendizagens que ela nos oferece em todos os seus momentos, mas, principalmente, nos de crise, que vêm sempre nos sugerindo mudanças…
    Que o seu salto seja pleno em direção aos objetivos e princípios que elegeu para si!
    Um abraço carinhoso!
    Rose.

  2. Kat Kalks disse:

    oi gabriel…

    ha tempos vc deixou um comentario no meu blog em uma musica da rita lee q postei… gostei bastante da sua pagina tbm e passarei por aki mais vezes.. um beijo!!!

  3. Marcella (rocks) disse:

    sabendo de minha opinão, mais que descarada a sua pessoa, só posso repetir um antigo conselho:
    se jogue, aposte!

    juro que eu estou tentando, hehe, acho que até com melhoras mto significativas (e determinantes talvez… o futuro responde)

    mas não recue! hehe, eu quero olhar pro lado e ver outros que se jogam.

  4. alba disse:

    viver é também sonhar; eu vivo quando sonho – mesmo se não realizo. um beijo, alba

  5. Colombina disse:

    Gabriel, te admiro muito por não desistir de seus sonhos! Não sei exatamente quais são, mas sei que giram em torno de promover justiça, consertar o mundo. Me emociono horres por sua persistência! Que papai-noel traga-lhe uma agenda de natal que apite quando você se desviar muito da linha.

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