Arquivo de fevereiro, 2009

O Recomeço!

Publicado: fevereiro 18, 2009 em Olhar para dentro, Reflexões

O que acontece quando você está em um turbilhão de atividades que consomem mais tempo do que você tem? É fácil ser absorvido. É como subir à escada rolante, e, junto aos outros, correr no único sentido permitido.

Mas e quando não há ninguém para lhe dizer onde ir? E quando não há mais o caminho seguro? E quando não há ninguém para quem você seja uma necessidade (seu telefone não vai tocar)? E quando o tempo é seu? O que você escolheria fazer depois da tempestade? Quando a ordem estivesse abalada de tal forma que lhe restassem tão poucas referências?

O que acha que vai descobrir?
O que acha que vai fazer?
Como vai se sentir?
Como vai fazer valer?

A solidão é necessária. A angústia é necessária. É preciso olhar para dentro, e só para dentro, pelo menos por alguns instantes. E é preciso reagir, de acordo com nossas verdades mais sinceras. Cuidado com as distrações. Nem toda a leveza é bem vinda (assim como nem todo o peso significa profundidade). O equilíbrio é mais frágil do que supúnhamos, mas não há desespero: a porta à minha frente é a da revolução.

Post novo também no desconstruir ( http://desconstruir.wordpress.com ). Política e religião se discutem, sim (mas futebol nem tanto).

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Do céu à terra.

Publicado: fevereiro 5, 2009 em Olhar para dentro, Reflexões

E não é que algo tenha acontecido, é só que calhou dos pensamentos pesarem mais. Tem dias que são assim, o mundo fica um pouco cinza, a esperança exige esforço, fica mais difícil ser paciente. A serenidade soa como ostracismo. A disposição não se adequa à necessidade.

Mas, vamos adiante. Os detalhes contagiam, e algumas pessoas são espontaneamente ótimas em nos surpreender. E o mais curioso é que, no fim das contas, são realmente as pequenas demonstrações as que mais fazem diferença nessa hora.

A verdade é que o maior antídoto para a minha tristeza é a felicidade daqueles que me são importantes . E isso, definitivamente, não é altruísmo. Acho que é o meu jeito de ver com o sorriso daqueles que merecem sorrir, e achar o mundo um pouco mais justo e bonito por isso.