O Recomeço!

Publicado: fevereiro 18, 2009 em Olhar para dentro, Reflexões

O que acontece quando você está em um turbilhão de atividades que consomem mais tempo do que você tem? É fácil ser absorvido. É como subir à escada rolante, e, junto aos outros, correr no único sentido permitido.

Mas e quando não há ninguém para lhe dizer onde ir? E quando não há mais o caminho seguro? E quando não há ninguém para quem você seja uma necessidade (seu telefone não vai tocar)? E quando o tempo é seu? O que você escolheria fazer depois da tempestade? Quando a ordem estivesse abalada de tal forma que lhe restassem tão poucas referências?

O que acha que vai descobrir?
O que acha que vai fazer?
Como vai se sentir?
Como vai fazer valer?

A solidão é necessária. A angústia é necessária. É preciso olhar para dentro, e só para dentro, pelo menos por alguns instantes. E é preciso reagir, de acordo com nossas verdades mais sinceras. Cuidado com as distrações. Nem toda a leveza é bem vinda (assim como nem todo o peso significa profundidade). O equilíbrio é mais frágil do que supúnhamos, mas não há desespero: a porta à minha frente é a da revolução.

Post novo também no desconstruir ( http://desconstruir.wordpress.com ). Política e religião se discutem, sim (mas futebol nem tanto).

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comentários
  1. Colombina disse:

    AH! Adoro um cenário em branco. Pronto para receber minhas abobrinhas mais absurdas. Depois da tempestade sinto-me livre e poderosíssima.

  2. Se não fosse os momentos turbulentos, não conheceríamos a paz.
    um brinde às oposições !
    Um brinde à tudo o que nos faz valorizar a calma.

  3. Estamos na era das mil e trocentas atividades, se não pararmos, questionarmos, subvertemos as regras, podemos ser engolidos. Bem-vinda seja toda revolução – interna/externa.

    Sim, as palavras rompem mares e oceanos.

    aqui solto confete e serpentina.

  4. Bruna disse:

    Acontece que a única resposta está no seu coração, não deixe que você vá pela opinião de ninguém, mas sinta o que o universo quer dizer para você.

  5. Anya disse:

    “Nem toda a leveza é bem vinda (assim como nem todo o peso significa profundidade). O equilíbrio é mais frágil do que supúnhamos(…)”

    Isso me fez lembrar A Insustentável Leveza de Ser, de Milan Kundera. Tem uma personagem lá que adoraria ter ouvido isso.

    Na vida há muitos sons. Mas o som mais importante é ainda o que vem de dentro de nós, o pulsar de nossos corações, do sangue percorrendo nosso corpo, as vibrações da nossa alma. A vida está, antes de tudo, dentro de nós, e precisamos de um pouco de solidão às vezes para dar ouvidos a essa voz latejante.

    Bjo e obrigada pelo comentário no B&H 😉

  6. Carol disse:

    Gabriel.

    Boa a reflexão do seu texto….

    A porta a minha frente é sempre a do concenso entre minhas emoções e responsabidades. Uma busca incessante de equilíbrio…

    Ora previlegio mais uma escolha, ora outra, mas em momento algum, esqueço de refletir nos caminhos…

    Que bom que existe a porta do meio!

    Beijos e bom Carnaval de paz para nós!
    Carol

    PS: Tentei escrever um texto antes, mas eu perdi… será que salvou pela metade?

    Vale mesmo este, ok?

  7. Rose disse:

    Gabriel:

    Recomeçar é sempre um desafio.
    Requer atenção e objetivos claros; distinção entre o imprescindível e o supérfluo, para crescermos no novo caminho. E vontade… muita força de vontade!…
    As dúvidas são naturais, inevitáveis… mas a perseverança deve ser alimentada na boca…
    Exemplos temos aos montes… a Natureza prossegue no esforço diário de seguir o seu curso, embora a ação irracional do homem…
    Bênçãos ao seu ao seu coração neste recomeço!
    Um abraço de carinho!
    Rose.

  8. TN disse:

    Hoje, sem cabeça para comentar, mas gostei muito da imagem: transmite magia, serenidade, paz…

  9. Dangeli disse:

    Por aqui também ando virando tudo de ponta cabeça!!

  10. lua * disse:

    admito que há tempos que eu não vinha, nem por isso nego a saudade.
    nesses tempos cascudos, a solidão se faz a melhor companheira, inda mais quando a cama é vazia, inda que cheia. fico sendo vadia pra solidão se ela me ciceronear, pelos escuros.

    deixa palavra daquele cara que já nem sei (mas bem que estou em tempos de muito julgar pelo prazer e desesquecer conceitos-pré.)

    ‘foge qu’eu tencontro, qu’eu já tenho asas. isso lá é bom? dôcissolidão.’

  11. Márcio B. S. disse:

    O mais difícil realmente é o silêncio…

  12. Carou disse:

    Perfeito, só isso.

    Simples, bonito e sensível.

  13. Beatriz disse:

    Rapaz ! Gabriel …

    Você tem o dom com as palavras , achei o Questione ao acaso e simplesmente foi a melhor coisa que me aconteceu hoje .

    Às vezes pensamos que somos os únicos a pensar de determinada maneira .. que o resto todo está perdido .

    Porém sempre existem boas e inesperadas surpresas, li posts anteriores e me impressionei como certas coisas que me estão angustiando a alma foram tão bem escritas por aqui !

    Parabéns! Parabéns !

    Sempre passarei por aqui de agora em diante !

    Valeu pelas palavras ! 😉

    Abraço !

    =)

    Bia

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