Olhar para dentro

Publicado: março 1, 2009 em Olhar para dentro, Reflexões

A vida da maioria das pessoas que eu conheço é um constante turbilhão de atividades. A rotina padrão é extenuante: trabalho, cursos, transportes, responsabilidades, relacionamentos. Às vezes parece que a sociedade se organiza de modo a não permitir que as pessoas tenham tempo livre.

Olhe ao seu redor e preste atenção no que as pessoas estão fazendo. Será que suas escolhas são adequadas às suas necessidades? Será que o que estão fazendo é o que as faz feliz, o que as realiza? Ou será que elas realmente não tem outra opção?

O que a inércia pode fazer conosco é extremamente perigoso. Romper o ciclo vicioso e olhar para dentro é fundamental. Isto não significa esquecer o que está ao seu redor: a consciência sobre si mesmo permite que a sua percepção sobre o mundo atinja novas perspectivas.

Por isso o recomeçar tem sido, em grande parte, introspectivo. Descobrir o significado dos problemas, angústias, paixões. Algumas perguntas tem se repetido dentro da minha busca, e pensei que talvez pudessem ser recorrentes, questões que outras pessoas também compartilhassem.

– Aquilo que você busca conscientemente (aquilo que sabe que quer) é igual ao que busca inconscientemente (a maneira como você age)?

– Você acha que em geral tem sentimentos justos em relação às pessoas? Aqueles que você ama são merecedores do seu amor? Aqueles que você odeia são merecedores de todo este ódio?

– Como você lida quando suas vontades e desejos são contrários ao que você acha certo?

– Como você encara o fato de que a morte (sua e de pessoas queridas) é inevitável? O que você acha que precisa fazer para que o medo da morte não se torne um problema para você?

– Você se realiza com aquilo que você faz? Você gosta daquilo que é? O que te impede de mudar aquilo que julga necessário?

Essas são algumas das questões, e cada uma delas tem me feito refletir sobre alguns dias. Apesar de parecerem perguntas abstratas, pensar em nossas vidas a partir destas questões pode nos trazer um ganho de compreeensão bastante concreto.

(o que vocês encontraram?)

Recomendo: a leitura de Irvin D Yalon. Pretendo comentar alguns de seus livros em breve, mas a leitura de seus livros (que não são sobre teorias, mas sim sobre pessoas e seus problemas existenciais), tem me auxiliado bastante neste mergulho introspectivo.

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comentários
  1. Jac Oliveira disse:

    perguntas que me faço mtas vezes tb… ultimamente parei de perguntar certas coisas.
    tb sinto saudade daquele tempo…
    beijo

  2. Márcio B. S. disse:

    Acho que a inércia aqui é a palavra-chave. Muitas vezes não mudamos pq nosso comportamento já foi automatizado e às vezes fica difícil por toda essa engrenagem pra parar para pordermos enxergar quais peças estão com defeito. O ser humanos se tranformou num relógio, mas é sempre importante parar de vez em quando e repensar a vida, fazer mudaças e tentar abrir o campo de visão para mais possibilidades de ser. Abraço.

  3. Carol disse:

    Gabriel,

    Achei os dois livros que li deste autor muito bons… e acho suas reflexões sempre muito pertinentes!

    Publiquei inclusive um Selinho para você lá no blog, viu? Passa lá!

    Beijos,
    Carol

  4. rafaela disse:

    como é difícil sair de uma prisão chamada rotina.
    mas é sempre bom.

  5. TN disse:

    Gabriel: tanta pergunta? Tanta questão? Estou tonta e a esta hora (3:45) os meus neurónios apenas funcionam a meio gás. :))

    Respondo apenas à última, ok?
    Aqui vai: sinto-me inteiramente realizada com aquilo que faço, adoro o que faço e não me vejo a fazer outra coisa. E isso, meu querido, é meio caminho andado para ser Feliz.

    Um beijo garotão (estou a brincar, né?)

  6. Essas questões sempre me perturbam. Trabalho em uma empresa que ajuda as pessoas a traçarem seus caminhos e metas. Li o livro do meu chefe (O Líder do Futuro – Arthur Diniz) é escrito de maneira direta, e te faz pensar e te guia a ver o que realmente você quer para você.
    Isso é um tema que me endoidece, pois, sem que percebemos, já fazemos parte de algo quem nem sabíamos o que era.

    Esse ano tenho como meta publicar um livro, mas antes tenho tanto o que escrever e sentir que o que eu escrevo é pertinente. Realmente, é díficil agir para se ter o que quer.

  7. TN disse:

    Gabriel?
    A cursar direito?
    Hmmm!

  8. AnaLua disse:

    Gabriel, vc é um rapaz muito “cabeça”!

    Realmente, a inércia é perigosa! Ao silenciar-me posso ouvir os gritos sufocados no fundo da alma.

    A verdade só pode vir de dentro. Ela já está lá. Sufocada, ignorada, mas irredutível!

    Beijos enluarados!

  9. Olá !!
    Acho uma das coisas mais difíceis ultrapassar a linha que separa conteúdo e forma. Ter a visão de si como um todo, e adequarmos o que queremos ser com o que somos seria o contato com a perfeição da existência. Mas não estamos prontos nem dispostos pra isso, somos e seremos sempre, muito egoístas e não subjugaremos o que sentimos – como necessidade ou vontade, não importa -, em prol do que a nossa racionalidade julga ser o correto.
    O Yalon é fabuloso, sou fã incondicional desde que saiu seu primeiro livro. A piscologia é fascinante e estamos sempre em busca do auto conhecimento, da nossa paz e felicidade.
    Mas acho menos esclarecedor, e mais intrigante o livro do Desassossego, do Fernando Pessoa, vc já leu ? Aquilo faz com que você realmente perca as estribeiras e se atire no precipício.

    Falei de mais,
    Beijos

  10. alba disse:

    A gente fica aqui no fim de semana se gabando que não pensou nada de trabalho, que não fez nada de trabalho. Que só amanhã vai colocar os pés nos chão e ver o que está atrasado, o que precisa ser feito, e só amanhã vai resolver aquele problema da semana passada. Isso tudo anda meio desconectado, não? Se há um problema, ele precisa de solução; se há um trabalho, ele precisa ser feito. Mas só poderá ser feito com saúde no momento em que nos entregarmos ao que fazemos… em que gostarmos do que fazemos. Não que tenhamos aprender a gostar do que fazemos, embora isso seja em parte verdade: deveríamos, isso sim, ter a chance de fazer o que gostamos. E daí tanto faz se passarmos 10h trancados num escritório ou duas horas trabalhando em casa, usando o resto do dia pra olhar as crianças brincando no parque e tomar um sorvete de chocolate. Isso é felicidade, e não aquela obrigação que nos rouba o tempo tira o sentido de nossas vidas.

  11. Beatriz disse:

    Oi Gabriel !

    Obrigado pelo comentário no blog, foi de grande valia.

    A questão é que às vezes damos maior importância aquilo que é passageiro e nos descuidamos seja por desânimo ou tristeza daquilo e daqueles que realmente importam .

    Todas as questões que você colocou acima tem feito parte do meu cotidiano.

    A busca do autoconhecimento é muito cansativa , a mente fica mil e as respostas parecem não vir , enfim temos que se persistir .

    A rotina muitas vezes nos cega e nos leva a inércia , ao comodismo diria … é preciso ter sensibilidade para fugir disso tudo de alguma forma !

    Abs e Bj !

    Aprecio muito os seus textos !

    Beatriz =)

  12. Ela disse:

    tem uma reflexão destas que eu respondo sem balançar.EU SIMPLESMENTE AMO O QUE FAÇO!!!!
    Saudade de ti

  13. André Stefan disse:

    Olá!

    Alguns dizem que quando pensamos em transformar o mundo, já estamos transformando-o, afinal, querendo ou não, estamos continuamente mudando o mundo. O problema é que essa mudança está gerando nas pessoas um caráter cada vez mais homogêneo e menos espontâneo, menos questionador. Se a vida fosse apenas de artistas, alguns dizem que o mundo não iria pra frente. Contudo, o mundo como o ser-humano colocou hoje está totalmente egoísta e incapaz de olhar para os lados e abrir os olhos. Talvez seja realmente por causa desta inércia, que nos impede de ter idéias e de sonhar.

    Um grande abraço a todos os questionadores!

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