Fórum Social Mundial – 2010 (FSM 10 Anos)

Publicado: fevereiro 11, 2010 em Política, Reflexões

Um outro mundo é possível? Mais do que isso! Outro mundo é urgentemente necessário!


Ocorreu em Porto Alegre, entre os dias 25 a 29 de janeiro, um dos núcleos de eventos da 10ª edição do Fórum Social Mundial para discutir as possibilidades de mudança no mundo. Mais do que o descritivo desse encontro e dos ótimos debates que pude observar, existem algumas considerações que gostaria de partilhar, sobre as premissas da existência e fundamentos do FSM.

Você está satisfeito com o mundo em que vive? Para você, é indiferente que tantas pessoas se encontrem na miséria? E que o dinheiro seja um dos principais determinantes das condições materiais em que alguém pode viver?


Não é suficiente, para a mudança, que apenas ouçamos a palavra “não” três vezes nas respostas acimas. Afinal, que o mundo não anda lá essas coisas, pouca gente duvida. Miséria, ignorância, violência, egoísmo, consumismo. Não há redoma ou alienação que proteja qualquer um em lidar com esta realidade.

Agora, como lidar com esta realidade é o que diferencia a maioria das pessoas. Existem, dentro de um universo de possibilidade, algumas mais frequentes: (i) a alienação e acomodação, através da qual as pessoas se distraem com coisas que as impeçam de pensar sobre as questões sociais do mundo; (ii) a aceitação de que o melhor sistema possível é o vigente e que, embora o mundo esteja longe do ideal, se é isso o que temos é isso o que de melhor podemos ter para agora, e não adianta se esforçar em alguma luta, porque as coisas acontecem no seu tempo certo, naturalmente, sem que as pessoas precisem agir em determinada direção – e isso envolve também esforços e pequenas mudanças – como votar em um político que nos parece gentil e humano, dar esmolas na rua, não sonegar impostos; e (iii) a indignação diante das injustiças, o incômodo, a angústia. Estes são os combustíveis fundamentais para a inquietação que simplesmente não nos permite ficar parados e em paz com nossa consciência.


O primeiro passo, portanto, é o sentir construtivo. E esta é a primeira grande contribuição do FSM: juntar em um mesmo espaço as pessoas que sentem necessidade de lutar pelas mudanças. E a grande sacada é que ele nos demonstra que, apesar de termos histórias, ideologias e caminhos diferentes, podemos encontrar, dentro da diferença, uma grandeza e riqueza que inundam a nós próprios!


Isso me faz pensar tanto, e sobre tanta coisa, que fica difícil definir um foco. Portanto, antes de expor quaisquer outros pontos específicos das coisas que ouvi e vivi neste FSM, queria sugerir a reflexão:

Com qual intensidade e determinação sentimos as mudanças que pensamos serem necessárias ao mundo?

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