Arquivo de setembro, 2010

Qual o passo necessário?

Publicado: setembro 24, 2010 em Olhar para dentro, Reflexões

O que você precisa fazer para ser mais feliz, pleno, livre e intenso? Do que depende? O que precisa construir para tornar possível? Qual sua disposição? Por onde vai começar? Você está preparado para mudar? Para respirar fundo mesmo quando faltar o ar?

Quantas vezes sabemos onde estamos, sabemos onde gostaríamos de estar, mas não sabemos como chegar? Precisamos descobrir: dos nossos combustíveis, das nossas velocidades, das nossas verdades, das nossas paixões. Sem olhar para dentro, nunca acharemos o caminho (por mais perto que esteja!). Mas sem olhar para fora, pouco motivo sobra para sair do lugar. Qual o necessário passo que você precisar dar?

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Estes são dias em que a velocidade de tudo me assusta um pouco. Como um equilibrista atrasado, tenho um alívio imenso que termino cada cena, que não tarda a ser substituído por uma angústia preocupada, sabendo que não poderei voltar e pegar o que deixar cair. Concentração, esperança e força. Chegará o descanso, mas não agora.

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E às vezes temos que escolher um caminho, não porque seja mais fácil ou agradável, mas porque é lá que acreditamos estar nossa verdade. Quando o pensar e o sentir convergem, podemos dizer que passamos a saber um pouco mais.

Se não basta ser passageiro, vem e faz seu caminho. Se ainda não houver estrada, desbrava! Respira fundo, presta atenção, vasculha o mundo, encontra a razão.

Lute pelo que gostaria de se tornar, e se torne responsável pelo que é. Olhe mais para o seu redor, responda à pergunta de Saramago: você enxerga o que vê? Nem toda a indignação deve ser domesticada, e nem toda a angústia deve ser represada.   

Só não seja o nau à deriva, expectador de si mesmo, o sempre cansado, coitado e frustrado. Não fique à toa na vida, passivo ou inativo, um animal sempre contido.

Destrua os velhos templos, onde a solidão é cultivada (reproduzida e revendida), em sonhos de consumo, que só enchem do distraído vazio onde deixamos se perder verdadeiros desejos deste novo viver.

Em tempos em que a superficialidade é quase uma celebração, compartilhar sonhos, de certa forma, é parte também da salvação. Pois se sós, tão pózinhos, quanto mais plural, mais perto do real.

(Pois como diria Raulzito, sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade).

(com saudades deste lugar [que é muito maior do que este lugar]).