A Dialética da Transformação (mudar para continuar mudando)!

Publicado: março 20, 2011 em Olhar para dentro, Reflexões

Nós não vamos conseguir mudar quem somos antes de transformar o mundo em que vivemos. Nós não vamos conseguir mudar o mundo em que vivemos sem mudar quem somos.

(e continuo acreditando que preciso mudar muito: a mim e ao mundo)

Vamos pensar e sentir: não vivemos em uma bolha. Não adianta, a luz do sol (ou a falta dela) muda a cor da nossa pele. Os sorrisos (ou os des sorrisos) afetam nossa alma. Os nossos governantes fazem escolhas que determinam se teremos mais pontes ou melhor transporte público. As pessoas de nosso trabalho (ou faculdade) influenciam de forma determinante não apenas nosso humor, mas também boa parte do que somos. O que dizer da família, nossos espelhos, e de todas as regras morais, sociais, econômicas, amorosas (contra as quais, por mais subversivos que sejamos, não podemos passar indiferentes).

O mundo lá fora faz toda diferença para o que acontece aqui dentro. Mas não sejamos por demais deterministas: o que dizer da nossa força interior que insiste em transbordar para que possamos nadar contra a maré? Quando, apesar de todas as expectativas, conseguimos ser diferentes (e fazer diferente). Isso me faz saber que também podemos transcender nossas condições materiais imediatas para ir um pouco além.

Desde que tenhamos disposição para isso.

A forma como escolhemos nossas atividades e cuidamos do nosso corpo, como nos comportamos diante daqueles que estão perto, ou de como somos conscientes e atuantes com relação à política e às questões sociais, tudo isso faz com que o mundo mude. Às vezes, simples atitudes transformam o dia de uma pessoa.

Mais do que isso, eu acredito realmente que são dois caminhos (para dentro e para fora) que apenas parecem distintos. No fundo, é uma só estrada e uma só direção.

Penso hoje que nunca seremos quem gostaríamos de ser em um mundo que não é como deveria ser. E que nunca teremos o mundo que gostaríamos enquanto não estivermos mais perto do que realmente queremos e acreditamos. Não acredito que a mudança possa ser só do indivíduo para sociedade, nem apenas da sociedade para o indivíduo. Ou as coisas caminham juntas, ou não chegaremos. Então, sem deixar de prestar atenção em tudo o que acontece dentro de nós, vamos manter nossa mente e olhos abertos, e cuidar daquilo e daqueles que estiverem ao nosso redor. Cuidar de nós mesmos é também uma forma de cuidar dos outros, assim como cuidar dos outros também é uma forma de nos salvar.

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comentários
  1. Ela disse:

    e nesta dialética indispensável o que mais alegra é a verdadeira possibilidade de melhorarmos a Nós e ao mundo concomitantemente!

    P.s desta vez não queria ser redundante… mas adorei o texto!

  2. Kish disse:

    Meu caro amigo, como eu compartilho das pretensões de promover transformações. Aliás, mais do que desejo, necessidade!
    Penso que se todos nós focassemos apenas em melhorar nós mesmos, por mais egoísta que soe, o mundo enquanto soma de cada um de nós melhoraria por consequência. Ocorre que, infelizmente, muitos não tem meios para tanto e, dos que tem, muitos não tem a vontade para tanto.
    O que nos cerca nos afeta, mas também a forma como agimos altera o que nos cerca e é somente sobre o último que temos total controle e poder de atuação. Assim, faz muito sentido o conceito de “pensar globalmente e atuar localmente”. Não tendo poder para mudar o mundo, mas entendendo suas necessidades, tento melhorar a mim mesmo, e com isso melhoram as relações, o ambiente em família, no trabalho, no trânsito, no condomínio, no bairro… Assim como gentileza tende a gerar gentileza, toda ação positiva tende a ser contagiante! E a expansão é inevitável. Difícil é fazer disso uma prática constante. Infelizmente por ora ainda evoluímos e involuímos muitas vezes ao dia e o mundo nada mais é do que um reflexo de tudo isso.

  3. Dona M. disse:

    Eu também penso que se melhorarmos primeiro a nós, o mundo, por consequência, também ficará melhor.

    Bom texto!

  4. Sydnei disse:

    Pois é… Gosto desta referência. A mudança em nós dialetizada com a mudança do mundo. Implicações mútuas.

    De fato, a espera das mudanças, e o empenho em buscá-las, jamais deve se descolar de um desejo universal de transformação.

  5. Sydnei disse:

    Pois é… Gosto desta referência. A mudança em nós dialetizada com a mudança do mundo. Implicações mútuas.

    De fato, a espera das mudanças, e o empenho em buscá-las, jamais deve se descolar de um desejo universal de transformação.

    Abraço!

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